MT, 20/02/18

Conheça 7 investimentos isentos de imposto de renda

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  Blog, Renda Fixa   Você sabia que existem investimentos isentos de Imposto de Renda? Apesar de alguns deles oferecerem uma rentabilidade inferior, se comparados a outras modalidades, o fato de não haver a incidência do tributo, acaba transformando-os em uma excelente opção para quem deseja investir em renda fixa. Neste artigo nós mostraremos os principais investimentos isentos do IR, bem como as suas características básicas. Após conhecê-los, você poderá ter maior clareza sobre as vantagens de se escolher por esse tipo de aplicação. Acompanhe! Porque as pessoas procuram investimentos isentos de Imposto de Renda? O principal motivo que faz as pessoas procurarem os investimentos isentos do Imposto de Renda é a sobra de lucro, uma vez que, há a incidência do tributo, o rendimento é severamente prejudicado. Na maioria dos casos, a alíquota do imposto começa em 22,5% — para títulos com vencimento em até 180 dias — terminando em 15%. Além de “comer” uma grande parte da rentabilidade obtida nos investimentos, os ativos que não contam com a incidência do IR costumam ser mais seguros e atrair um maior número de investidores. Apesar disso, muitas pessoas ainda têm receio em transferir valores constantes na poupança para outras aplicações mais lucrativas, principalmente por medo de perder dinheiro ou que a instituição financeira venha a ter dificuldades no futuro. No entanto, esse medo é infundado e equivocado. No próximo tópico, vamos apresentar os investimentos isentos de IR, bem como as principais características de cada um deles, principalmente, seus riscos. Continue lendo! Quais são os principais investimentos isentos de imposto de renda? 1. Letra do Crédito Imobiliário (LCI) A LCI é um ativo financeiro lastrado por créditos imobiliários que são garantidos por hipoteca ou alienação de imóveis. Em outras palavras, funciona como um empréstimo que um investidor concede a determinada instituição, tais recursos, então, são destinados para financiar o setor imobiliário. Em contrapartida, a instituição “credora” pagará um determinado percentual de juros no prazo fixado na contratação, sendo ele considerado a rentabilidade da aplicação financeira, que geralmente é um percentual sobre o indexador, CDI. Além do grande benefício da isenção do IR, as LCIs também possuem um grau de risco baixíssimo, uma vez que, são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Tal órgão garante a proteção do seu dinheiro, até o limite máximo de R$ 250.000,00 (em discussão para ser R$ 1 milhão) — por CPF ou CNPJ e por instituição financeira — caso a empresa venha a quebrar. 2. Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) As LCAs são ativos financeiros emitidos por instituições públicas ou privadas e que têm características semelhantes a LCI, no entanto, os recursos obtidos são destinados ao financiamento das atividades do agronegócio. Assim como a modalidade anterior, a LCA é considerada como um título de renda fixa, calculado sobre um percentual do CDI e também conta com o amparo do Fundo Garantidor de Crédito, nos mesmos termos da LCI. 3. Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) O CRI é um título que gera direitos de crédito ao possuidor. Se analisarmos o ponto de vista do emissor, ele serve como um instrumento de captação de recursos que visa financiar as transações do mercado imobiliário e é lastreado em créditos dessa atividade, como: financiamentos de imóveis residenciais ou comerciais e até mesmo contratos de aluguel de longo prazo. Esse ativo é emitido por instituições específicas, denominadas de Companhias Securitizadoras, que têm como função a emissão, administração, cobrança e pagamento desses ativos financeiros. Diferentemente das duas modalidades anteriores, o CRI não possui a garantia do FGC, o que acaba fazendo com que essa modalidade de aplicação financeira tenha maiores riscos que a LCI e LCA. Além disso, a maioria dos títulos da CRI possuem valores superiores a R$ 300.000,00. Com relação aos riscos, eles podem ser consideravelmente reduzidos caso o investidor saiba analisar o Rating (uma espécie de ranking contendo o risco de investimento de cada empresa) ou avaliações realizadas por empresas especializadas. 4. Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) O Certificado de Recebíveis do Agronegócio tem características semelhantes à CRI, no entanto, eles estão vinculados a direitos de crédito originários dos negócios realizados, em âmbito rural, pelos produtores ou cooperativas. Assim como a modalidade anterior, o maior risco que um investidor pode correr é se os produtores rurais não pagarem as suas dívidas, sendo assim, há uma possibilidade de não conseguir receber o dinheiro de volta. No entanto, ao analisar o Rating e a classificação das agências de avaliação de risco, as chances de ocorrerem algum desses tipos de problemas é consideravelmente menor. 5. Debêntures Incentivadas Debêntures, são títulos emitidos por empresas que têm como objetivo captar recursos financeiros para financiar o seu próprio crescimento. Assim, ao adquirir um desses ativos, o investidor passa a ser um credor da organização, tendo direito de receber juros sobre o capital aplicado. Nesse contexto, as debêntures incentivadas são títulos emitidos por empresas envolvidas nos projetos de infraestrutura em andamento no país. Assim como nas CRIs e CRAs, esses investimentos não têm amparo do FGC, mas também possuem classificações de Rating para avaliar e medir os riscos envolvidos. 6. Ações Você sabia que o investimento em ações também pode ser isento do imposto de renda, no entanto, há um critério para que isso ocorra. Em regra, se a soma de todas as ações vendidas em um único mês retornarem um valor inferior a R$ 20.000,00, não caberá a incidência do tributo. Caso ultrapasse esse limite, o investidor deverá pagar 15% sobre o lucro real, a título de contribuição para o Imposto de Renda. No entanto, os dividendos distribuídos não poderão compor a base de cálculo para apuração do tributo, uma vez que, a empresa já realizou o pagamento do IRPJ antes de realizar a distribuição de lucros aos seus acionistas. 7. Fundos Imobiliários Suponhamos que você compre um imóvel e alugue para um terceiro, assim, a cada mês que você receber o aluguel, a Receita Federal ficará com 27,5% do montante pago pelo seu inquilino, no entanto, a mesma operação, realizada por meio de um fundo imobiliário, terá isenção do IR. O contexto do investimento em fundos imobiliários é muito interessante, uma vez que, você poderá ser dono de parte de grandes empreendimentos, receber um percentual dos alugueis pagos e ainda, poder contar com a isenção do IR. Para tanto, é fundamental que o fundo respeite determinadas regras e condições, como: o número mínimo de cotistas; o percentual máximo de concentração; e principalmente, estar registrado em uma bolsa. Agora você conhece os principais investimentos isentos de Imposto de Renda, no entanto, não baseie sua decisão somente nesse critério. Conheça as características de outras modalidades e, principalmente, analise o seu perfil de investidor, necessidades e seus objetivos de curto, médio e longo prazo. Agora que você conheceu os investimentos isentos do Imposto de Renda, curta nossa página no Facebook! Dessa forma, você não perde nenhum de nossos conteúdos.  

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