MT, 16/01/18

Venda de veículos fica estagnada em MT, mas setor previa queda de 6% e comemora

RD NEWS

  Carlos Palmeira   Assessoria Lembrando períodos de queda em 2015 e 2016, resultado é vitória, diz Paulo Boscolo, diretor regional da Fenabrave Mato Grosso registrou, no ano passado, o emplacamento de 37.026 automóveis e comerciais leves, praticamente o mesmo desempenho de 2016, quando foram vendidos 37.028. A estagnação nas vendas difere do ritmo do mercado brasileiro, que apresentou aumento de 9,3% nas vendas no período. Os dados foram divulgados nesta quinta (4) pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ao todo, nas sete categorias (que inclui caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e carretinhas) pesquisadas pela Fenabrave, Mato Grosso registrou queda de 2,1% em 2017. No cômputo geral o Brasil melhorou os emplacamentos desses veículos em 1,3% no mesmo período. Mesmo ficando abaixo da média nacional nos dois pontos, a avaliação do setor no Estado é positiva. “Considerando que tivemos dois períodos de queda (2015 e 2016), em que elas chegaram a quase 20%, eu diria que o resultado do ano passado é uma grande vitória. Chegamos a calcular que a queda seria de 6%, ou seja, foi melhor do que estávamos esperando”, explica ao  Paulo Boscolo, diretor regional da Fenabrave. Ele comenta que o ano recém encerrado foi de grandes ajustes no setor e que muitas empresas tiveram que “cortar na carne” por causa dos maus resultados anteriores, sendo que em determinados casos houve até demissões e cortes de vagas. Outro fator que também trouxe alento foi o próprio resultado do mês de dezembro. Na comparação com novembro, os emplacamentos de todos os veículos cresceram 5% em Mato Grosso, mesmo novembro sendo considerado um mês “fictício”, que registrou aumento de quase 30% nos emplacamentos. De acordo com Paulo, dezembro foi “surpreendente”. O diretor pontua que o feriado de 8 de dezembro (Dia da Imaculada Conceição), por exemplo, teve boas vendas em Cuiabá e ajudaram as concessionárias a balancear as contas do ano. 2018 Paulo defende que o segundo semestre de 2017 foi bastante interessante e que são boas as chances das vendas se manterem para 2018. Ele lembra de fatores externos importantes que irão afetar a economia brasileira, mas salienta que no final das contas a expectativa é positiva. “Vai ser um ano de adrenalina pura. Temos Copa do Mundo e muitos feriados, coisas que prejudicam o comércio. Em compensação, as eleições ajudam, já que geralmente circula mais dinheiro. Mas estamos otimistas. Se a palavra que definia 2017 no começo era esperança, acredito que 2018 pode ser definido pela palavra confiança”, finaliza.

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