MT, 20/11/17

'CAPITÃO RIBEIRO' : Retomada busca por desaparecidos em naufrágio no Pará

GAZETA DIGITAL

As buscas por desaparecidos no naufrágio da embarcação “Capitão Ribeiro”, no Pará, foram retomadas na manhã desta quinta-feira, 24, pelo Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil do Estado e a Secretaria de Estado de Segurança Pública. O incidente ocorreu na noite de terça-feira, 22, no rio Xingu, entre as cidades de Porto de Moz e Senador José Porfírio, no sudoeste paraense. A embarcação saiu de Santarém e tinha como destino final Vitória do Xingu, ambos no Pará. Dentre as vítimas já identificadas, havia uma criança de um ano, além de adultos entre 18 e 61 anos. Segundo o proprietário da embarcação, 48 pessoas, dentre passageiros e tripulantes, estavam a bordo. Uma balsa e embarcações da Prefeitura de Porto Moz, além de lanchas do Corpo de Bombeiros, estão sendo utilizadas na operação. O helicóptero do Grupamentos Aéreo de Segurança Pública (Graesp) está apoiando as ações na área de buscas. Segundo o Corpo de Bombeiros a Defesa Civil, a embarcação, com capacidade para 90 a 100 passageiros, foi ancorada próximo da margem com o apoio de uma balsa da Prefeitura.
A embarcação Capitão Ribeirão afundou na noite desta terça  Segundo informações do governo do Pará, o Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” liberou os corpos de nove das 10 vítimas identificadas ainda na noite de quarta-feira, 23. Na sede da Câmara Municipal de Porto de Moz, foi instalado um gabinete de crise com a presença das forças de seguranças estaduais e órgãos de operação de resgate de vítimas. A identificação dos mortos está sendo feita por uma equipe de oito profissionais no ginásio municipal Chico Cruz, no mesmo município. Foram liberados os corpos de Luciana Pires, de 28 anos, Neiva Romano, de 18 anos, Maria Duarte, de 57 anos, Aurilene Sampaio, de 36 anos, Lucivalda Marques Oliveira, de 41 anos, Roseane dos Santos Leite, de 25 anos, Orismar Miranda, de 61 anos, além de duas pessoas identificadas apenas com as iniciais W. L. O, de 56 anos, e S. H. S. S., de um ano. O corpo de um homem identificado apenas como Sebastião ainda aguarda, oficialmente, o reconhecimento da família. “A liberação está sendo agilizada”, disse o perito Felipe Sá, coordenador das unidades regionais do Centro de Perícias, à Agência Pará. Técnicas da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) já acompanham os familiares e realizam o atendimento psicossocial dos familiares. Investigação A Polícia Civil ouviu integrantes da tripulação e sobreviventes, enquanto o dono da embarcação deve se apresentar ainda na manhã desta quinta-feira, 24. Segundo o delegado de Porto de Moz, Elcio de Deus, parte dos sobreviventes afirma que a embarcação foi atingida por uma tromba d’água – fenômeno similar a um tornado. “A tripulação disse ter visto, no horizonte, algo com o formato de um funil, acompanhado de muita chuva e vento forte, e que teria pego o barco pela popa e o afundado. De acordo com os relatos a embarcação girou e afundou em seguida”, informou à agência Pará. A Polícia Civil deve solicitar informações à Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon) e à Capitania dos Portos sobre a autorização concedida ao dono da embarcação “Capitão Ribeiro”. 

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