MT, 22/10/17

Obras do VLT voltam a ser discutidas durante sessão plenária

GAZETA DIGITAL

Laís Costa Marques, repórter Secom AL/MT     Um requerimento solicitando dados sobre a contratação da empresa de consultoria KPMG e o relatório apresentado pela empresa ao governo do Estado foi apresentado durante a sessão ordinária na tarde desta quarta-feira (31). O documento, a ser encaminhado à Secretaria de Estado de Cidades, deverá esclarecer os valores pagos pela consultoria e o investimento necessário para a conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Marcos Lopes/ALMT

Obras do VLT voltam a ser discutidas durante sessão da Assembleia Legislativa De autoria do deputado Silvano Amaral (PMDB), o documento foi apresentado ao plenário após os Ministérios Públicos do Estado e Federal (MPE e MPF, respectivamente) apresentarem pareceres contrários à retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) com o mesmo consórcio, na tarde de quarta-feira. Para o solicitante, que integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa, o documento deverá elucidar porque houve aditivo no valor para conclusão das obras. “Em janeiro de 2016, a empresa contratada pelo governo apontou a necessidade de um aporte na ordem de R$ 600 milhões. Agora, este valor saltou para R$ 900 milhões e o empréstimo pleiteado pelo governo junto à Caixa é de R$ 800 milhões. Queremos entender como a conta foi feita”, afirma Silvano Amaral. O deputado Oscar Bezerra (PSB), relator da CPI das Obras da Copa, se disse satisfeito com os apontamentos dos Ministérios Públicos, que em sua opinião, acompanham as indicações feitas pela CPI. A deputada Janaina Riva (PMDB) também destacou o trabalho da Casa de Leis na investigação sobre desvios e superfaturamentos nas obras da Copa de 2014, incluindo o VLT. Da base governista, Zé Domingos Fraga (PSD) disse acompanhar o governo, mas concordou que o melhor neste momento é suspender a retomada do contrato com o consórcio responsável pelas obras inacabadas do VLT. “Em virtude de tudo que vem acontecendo, acho que seria de bom tom romper com este consórcio, rever o projeto e fazer uma nova licitação. Esta obra já causou danos irreparáveis e gastou mais de R$ 1 bilhão sem ser concluída. Hoje não temos condições de financiar a saúde, não podemos contratar este montante sugerido”. O deputado Zeca Viana (PDT) afirmou na tribuna, em resposta ao deputado Zé Domingos Fraga, que há uma empresa interessada no projeto e que informou ter condições de financiar as obras, mas que isso não foi considerado pelo governo.

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