MT, 20/11/17

29/06/2013 - 11:17

Manifestação reúne 4 mil; organização planeja novo ato

Na próxima segunda-feira (1º) marcha sairá do Pronto-Socorro e chegará a Assembleia Legislativa
O III Ato Contra a Corrupção e Violência reuniu quatro mil pessoas em Cuiabá nesta sexta-feira (28). O número foi informado pelo Tenente Coronel Mendes, da Polícia Militar, responsável pela segurança da manifestação.

Iniciado na Praça Alencastro, região Central da Capital, a marcha seguiu pela Avenida Historiador Rubens de Mendonça, passou pela Assembleia Legislativa, pelo Hospital Central e terminou na Praça das Bandeiras, no Centro Político Administrativo.

Em frente ao Hospital, os manifestantes gritaram “vergonha” diversas vezes e cantaram o hino nacional. O “grito de guerra” fez referência a obra abandonada há 28 anos e promessa de campanha de diversos governadores.

“Uma de nossas bandeiras é exatamente a Saúde e o Hospital Central é o exemplo de corrupção e abandono que temos, falta de política séria que levou ao descaso. O governador Silval Barbosa (PMDB) mesmo fez a promessa. Quantas pessoas morreram e podiam ter sido atendidas neste hospital?”, questionou Caiubi Kuhn, um dos organizadores do III Ato. 

Para Caiubi, o ato foi pacífico e, mesmo menor, se comparado ao da quinta-feira (20) da semana passada, foi fundamental para mostrar que a luta continua. 

Uma das deliberações da organização ao fim da manifestação é o IV Ato Contra a Corrupção e Violência, que será feito na próxima segunda-feira (1º). 

O início está previsto para às 17h, na frente do Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá. De lá, o grupo seguirá para a Assembleia Legislativa, onde montarão acampamento.

“A proposta é pressionar o Poder Legislativo estadual, que em tese deveria ser fiscalizador do Poder Executivo. Da mesma maneira que conseguimos ter projetos em relação ao transporte público na Capital aprovados pela Câmara Municipal após acamparmos em frente, também faremos dessa vez a pressão”, disse Caiubi. 

Para o manifestante, a ação também será fundamental para que o governador Silval Barbosa dê uma resposta ao movimento. 

“Até o momento ele foi o único que não nos deu qualquer resposta. Queremos que ele apareça, que explique o motivo que o Estado está dessa forma e que também apresente soluções”, completou o organizador.

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